quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CORAÇÃO VAGABUNDO


Poder emocionar é um dom. De poucos e grandes, grandes as vezes pequenos, mas ainda sim grandes por conseguirem expressar aquilo que só conseguimos sentir. Aos abençoados pela arte, nos resta agradecer e adimirar. Mas por trás da arte, está o artista. E o artista, pbres mortais, é também pessoa. E essa pessoa é as vezes tão grande mesmo fora de sua arte, que auxilia no todo de sua propria imagem artística. Ser belo na simplicidade. Isso é o Caetano que vemos em " Coração Vagabundo". E vemos de bem perto..com bastante intimidade, chegando até onde o proprio deixa, e as vezes esbarrando em paredes que o tornam ainda mais real.
Num dos depoimentos do filme, Almodovar contextualiza bem Caetano, graças a sua convivencia com o artista e o homem. Diz que o chamou para cantar em " Fale com Ela" , porque sabia que era certo que alguem como ele seria capaz de emocionar as personagens do filme, e por conseguinte também os expectadores , com uma versão intimista de "Cucurucucu Paloma". No mesmo depoimento, Almodovar brinca dizendo que vir ao Brasil é ir a casa de Caetano, simplismente poruqe ele adora a vida em torno do amigo.
A beleza do filme está em exatamente emocionar , mostrando a vida, o entorno desse artista. Em turnê com Foreign Sound, Caetano se mostra animado, capaz, sem barreiras, despreocupado, triste, emocionado..tudo batendo papo e andando pelas ruas de NY e Tókio, entre outras cidades.
Num momento raro e belo, já diziam os poetas a maior beleza reside na tristeza, Caetano se diz triste, triste com a intimidade , com a vida intima, mas diz ser isso coisa que não se fala. Mesmo grande, pode ser pequeno.
O título, extremamente apropriado, vem de uma canção antiga, escrita pelo poeta ainda novo, na qual ele constata q seu coração vagabundo quer guardar o mundo em si. O Caetano de hj, em contrapartida, constata que o tempo foi sua maior lição, e diz q hoje entende que dá tempo, que tem tempo, que não se sente velho. Nas palavras do próprio" é melhor ser que não ser".Envelhecer é ser. Viver é ser.E as vezes guardar o mundo dentro de si pode significar compartilhar.

Viva Caetano.












quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DEUSA DA LUXÚRIA


E falando em Maryann, um pouco de wiki historia desse êxtase em pessoa, capaz de fazer gente comer terra, bater com a cabeça na parede, trepar loucamente e rir a toa..tudo isso soh dando um leve tremidinha..

Baco (em grego: Βάκχος, transl. Bákkhos; em latim: Bacchus) é o equivalente romano do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.

É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.



NAO AGUENTO ESPERAR !


Várias questões com esse preview do ep 11 :

-Maryann é tão bem informada, como ela não sabia do que se passou?
-Maryann enfurecida vai ser demais...
-Nova rainha vampira..Rachel Evan Woods?
-Eric tá cada vez conquistando mais...
-Sam com iniciativa..milagre!
Sookie e Lafayette atuando juntos..nostalgia!

TRUE GAGA


Lady GAGA elevando o vício de True Blood à décima potência...

Numa ação bem típica dela, aderiu ao dente de vampiro full time...

NEH?!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

VIVA LA VIDA


Uma palavra vale um milésimo de uma imagem. Embasbacar-me deixou de ser uma opção. De certa forma , estou cego. Vivencio o tempo por meio de uma série de imagens, que conheço desde sempre. Mas é exatamente esse “desde sempre” que me assombra. Como um gato de Cheshire, ele dissipa os vazios vigentes e sorri para dentro. Aquilo que eu chamaria de entorno imediato praticamente desapareceu. Não tenho lugar. Nem pés . Perdi minha vaga noção de membros. Sinto as pernas como se fossem achas de lenhas dispostas para uma fogueira. Lembro-me de sonhar que segurava o coração do outro por um momento . Vivenciei a pulsação de outro ser. Daí, tudo cessou e eu dei o coração a um animal faminto. As sensações de um pujante vigor cessaram. Não tenho boca, nem grito, nem voz interior. Apenas escuto um som imaginário que eu eventualmente possa emitir. Sou supersônico e alienígena. Tenho a sensação de ser uma fuselagem. Estarei caminhando? Sentado em uma cadeira? Matando? Comendo? Será que não poderia ser qualquer dessas coisas – qualquer uma e todas elas juntas? Onde estou? Não consigo me lembrar espontaneamente. A descrição possível é de algo sagrado , temendo ser algo totalmente diverso. Algumas partes me voltam, não exatamente como antes, mas a conexão é certa. Algumas chaves caíram – foi isso. A geração de recursos está por perto, ela ocorre ao alcance de minhas mãos . Estou sintetizado. Um pensamento onipresente me alerta para a possibilidade aterrorizante : são palavras, apenas , que separam as coisas. Sinto-me abandonado pelo real, deixando pra trás o que sobrou. Indo, vejo-me ir. Tudo muda de velocidade, recolhendo-se em si mesmo. O efeito é fascinante. O movimento me desconcerta. Estou paralisado. A espera aguarda o que sobrar. Faz exatamente o que diz. Sem dúvida. Sem perguntas. A circunstância faz uma pausa. Coisas se vão. Se eu for, todo o mais me seguirá, eu sei. É sabido. Não há nada a ser deixado para trás. Nada. A diferença existe apenas no som, em uma parede de som. Poderei atravessá-la? Poderei levar isto a diante? Onde está agora e onde reside? De que se alimenta? Porque fica tão instável? Nada se aproxima de sua velocidade. É algo exterior. Bem de fora. Não pensei nisso. Não sou isso. Não sou responsável por isso. Não foi cogitado. Não tem relação com o pensamento.Trata-se daquele orifício pelo qual tudo deve passar. Estou indo agora, antes que venha. Saberei quando virá? Sinalizará ao se aproximar? Haverá um momento de reconhecimento? Será então que me reconhecerei nele? Estarei simplesmente chamando minha própria atenção? Qual é a questão? Está sempre aqui, de novo e de novo. Espera sem páthos. Esperar é humano, esta questão quer me mostrar algo não – humano. Quer me fazer ajoelhar. Quer me fazer orar, me fazer ver através da visão, quer que eu aja como conhecimento. Quer reconhecimento. Quer que eu esteja totalmente alerta. Se enfurna, explode e recomeça no plural------Pontos. Células.
Gary Hill - 1996